DIÁRIO - DIA 08 – 30 de março

E a segunda chegou! Adoro as segundas!

Trabalho... começar a semana com  à rotina animada do trabalho sempre me entusiasma. Eu sempre acordo cheia de planos e vitalidade. E esta em casa, como foi?

Bem, acordei às 2:20 h da manhã. Acho que por conta da cabeça cheia do que eu teria que no dia.  Apesar de em casa, teria muito trabalho com as lojas. Consegui dormi um pouquinho mais, quase às 6:00 h da manhã.

Levanto à 8:00 h e depois de algumas rotinas domésticas, sento para trabalhar com as gerentes das lojas para fazermos os pedidos da coleção do Verão 2021. Estava muito animada com isso, mas algo me incomodava internamente. Passamos o dia todo nesta função. No dia seguinte seria do mesmo jeito. Paramos hoje, depois das 18:00 h.

No final do dia, tive uma aula de yoga. Eu estava agitada. Não estava pronta para esta atividade. Mas eu precisava. Eu precisava me acalmar do dia agitado. No início da aula, como de costume, lemos e discutimos um texto. Muito lindo. (vou colocar no final). No meu desabafo, eu choro. Algo não estava bem.

Em seguida, eu tive uma reunião virtual com os presidentes dos Clubes de Rotary. Foi muito produtiva e me deu subsídios para a reunião de amanhã com o Rotary Club Jequié Cidade Sol, o qual eu sou a presidente.

E aí... veio uma triste notícia que me abalou muito – a morte de um médico amigo, que morava em Campinas. Em 20 dias, tudo aconteceu e ele se foi. Confesso, meu sentimento foi de grande tristeza e medo.

Termino meu dia com orações. Hoje para o meu amigo que se foi e sua esposa que ficou. Ela com outra dor também, da perda de um filho jovem, há uns 10 anos atrás. Essa era a nossa identificação maior. Ele se foi em paz.

Peçamos a Deus, força, coragem e fé para continuarmos firmes no atravessar deste mar revolto. Com Deus no comando, venceremos!

POR AMOR, FIQUE EM CASA!

 

Trecho do livro O Capitão e o Marinheiro, de Alessandro Frazza

- Capitão, o menino está preocupado e muito inquieto devido à quarentena que o porto nos impôs.

- O que te inquieta, menino? Não tens comida suficiente? Não dormes o suficiente?

- Não é isso, Capitão. É que não suporto não poder ir à terra e abraçar minha família.

- E se te deixassem sair do navio e estivesses contaminado, suportarias a culpa de infectar alguém que não tem condições de aguentar a doença?

- Não me perdoaria nunca, mas para mim inventaram essa peste.

- Pode ser, mas e se não foi inventada?

- Entendo o que queres dizer, mas me sinto privado da minha liberdade, Capitão, me privaram de algo.

- E tu te privas ainda mais de algo.

- Está de brincadeira, comigo?

- De forma alguma. Se te privas de algo sem responder de maneira adequada, terás perdido.

- Então quer dizer, segundo me dizes, que se me tiram algo, para vencer eu devo privar-me de mais alguma coisa por mim mesmo?

- Exatamente. Eu fiz quarentena há 7 anos atrás.

- E o que foi que tiveste de te privar?

- Eu tinha que esperar mais de 20 dias dentro do barco. Havia meses em que eu ansiava por chegar ao porto e desfrutar da primavera em terra. Houve uma epidemia. No Porto Abril nos proibiram de descer. Os primeiros dias foram duros. Eu me sentia como vocês. Logo comecei a confrontar aquelas imposições utilizando a lógica. Sabia que depois de 21 dias deste comportamento se cria um hábito, e em vez de me lamentar e criar hábitos desastrosos, eu comecei a comportar-me de maneira diferente de todos os demais. Comecei com o alimento. Eu me impus comer a metade do quanto comia habitualmente. Depois comecei a selecionar os alimentos de mais fácil digestão, para não sobrecarregar o corpo. Passei a me nutrir de alimentos que, por tradição histórica, haviam mantido o homem com saúde.

O passo seguinte foi unir a isso uma depuração de pensamentos pouco saudáveis e ter cada vez mais pensamentos elevados e nobres. Eu me impus ler ao menos uma página a cada dia de um argumento que não conhecia. Eu me impus fazer exercícios sobre a ponte do barco. Um velho hindu me havia dito anos antes, que o corpo se potencializava ao reter o alento. Eu me impus fazer profundas respirações completas a cada manhã. Creio que meus pulmões nunca haviam chegado à  tamanha capacidade e força. A parte da tarde era a hora das orações, a hora de agradecer a uma entidade qualquer por não me haver dado, como destino, privações graves durante toda minha vida.

O hindu me havia aconselhado também a criar o hábito de imaginar a luz entrando em mim e me tornando mais forte. Podia funcionar também para as pessoas queridas que estavam distantes e, assim, integrei também esta prática na minha rotina diária dentro do barco.

Em vez de pensar em tudo que não podia fazer, pensava no que faria uma vez chegado à terra firme. Visualizava as cenas de cada dia, as vivia intensamente e gozava da espera. Tudo o que podemos obter em seguida não é interessante. Nunca. A espera serve para sublimar o desejo e torná-lo mais poderoso. Eu me privei de alimentos suculentos, de garrafas de rum e outras delícias. Eu me havia privado de jogar baralho, de dormir muito, de praticar o ócio, de pensar apenas no que me privaram.

- Como acabou, Capitão?

- Eu adquiri todos aqueles hábitos novos. Me deixaram baixar do barco muito tempo depois do previsto.

- Privaram vocês da primavera, então?

- Sim, naquele ano me privaram da primavera, e de muitas coisas mais, mas eu, mesmo assim, floresci, levei a primavera dentro de mim, e ninguém nunca mais pode tirá-la de mim.

 





Comentários
  • Miriam Miranda Santos

    Bom dia. Que boa idéia escrever sobre o seu dia. Graças a Deus que Ele acrescenta mais um dia em nossas vidas, nos dando ótimas oportunidades. O mais importante de tudo é a sua Graça. Ele diz em Sua Palavra, Bíblia, que" a Minha Graça te basta..." porquê a Sua Graça é melhor que a vida. Ela nos conduz a salvação de nossa alma.

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