DIÁRIO - DIA 01 - 23 de março

Começo agora um novo desafio.

Sugerido por amigos queridos, começo um diário sobre o que e como tenho feito passar meus dias em casa e fora do convívio de todos que amo.

Hoje vou dar o nome de dia 1, mas já estou em casa desde a quarta feira passada, dia 18 de março. Como faço parte de um grupo de risco (tenho mais de 60 anos), tive que me recolher um pouco antes.

A vida continuava lá fora, apesar dos medos da devastação que essa pandemia poderia causar. Monitorava o trabalho de casa. No sábado, para meu alívio, veio o decreto municipal de fechar o comércio. Sentimentos de alívio e tristeza chegaram rapidamente. Alivio por ter estado o tempo todo com receio de meus funcionários, como também de todos que adentrassem as lojas viesse a ser contaminados e tristeza de ver a cidade parada com a incerteza do dia de amanhã.

No início foi um misto de bem estar por estar com saúde e também de agradecimento por ter a possibilidade de me manter “livre” do contágio. Fiquei muito no quarto e imersa aos noticiários, acompanhando a evolução do contágio no mundo e em nosso país. Estava obcecada por notícia e passava muitas horas do dia atenta às informações da CNN, que acabara de chegar ao nosso país.

Então vamos lá – dia 01 (segunda feira, 23 de março)

Como faço já há algum tempo, ao acordar eu rezo meu terço, faço a prática do ho’oponopono (4 passos para o perdão) e outras orações. Sinto-me forte e preparada para enfrentar o meu dia.

E o dia começa: como todas, neste momento, divido as tarefas de casa com meu marido (espero rsrs). Fiz um bolo de milho delicioso. Arrumei a casa e preparamos o almoço – não se preocupem que não vou repetir, nos próximos, essa rotina do dia a dia. Organizei um espaço para os exercícios diários, até o momento eu não havia começado. Frequentava academia diariamente. Convidei o marido e ele topou. Foi muito bom. Além dos exercícios serem bons para o corpo, é importantíssimo para a mente. No final do dia, participei de uma aula de yoga com um grupo ministrado pela professora Luciana Vieira, de forma virtual. Eu e meu marido fomos à janela, para ouvir e cantar uma música – esta prática acontece todos os dias, sugerido por Carmen Borges, professora do Grupo de Dança Alvorecer, que eu participo. Não procurei ver mais noticiário. As redes sociais se encarregam disso e já estou saturada de tantas notícias tristes. Não podemos ficar alienadas, mas muita notícia ruim afeta o nosso sistema imunológico, e o que precisamos agora é estarmos fortes. Sugiro qualquer besteirol da TV.

Ao deitar, mais orações.

Nós podemos não entender agora, mas com certeza, há um grande propósito para tudo isso. O mundo parou e não temos para onde descer. Deus nos conhece e tá preparando um lindo retorno para todos nós. A humanidade precisa dessa “limpeza”.

POR AMOR, FIQUE EM CASA!!

 

 





Comentários
  • Milla Heyd

    Que maravilha esse seu novo desafio, D. Wilma. Nos últimos dias, com tantos medos, bombardeios dos noticiários, pânico dos fake News, vai ser muito bom poder acompanhar o dia a dia de quem tem buscado meios para manter o equilíbrio emocional em dias de confinamento, assim como partilhar de sua visão sobre o que ocorre "lá fora", como meios de reflexão. Parabéns!

    • Wilma Stock

      Mila, muito linda a sua visão. Gratidão sempre! bjs

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