O Carnaval

O Carnaval começou a ser comemorado há muitos anos, em especial na região Sul da Europa, entre membros do Catolicismo, como festa pagã, ou seja, que contrariava os preceitos propagados pela religião.

Estudos indicam que a palavra Carnaval tem como origem os termos latinos carne levare ou “para retirar a carne”. Esse significado tem relação com o período de Quaresma, no qual os católicos abrem mão de algumas comidas e bebidas e de parte de prazeres tidos como mundanos.

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Desse modo, segundo pesquisas, um dia antes da Quarta-feira de Cinzas, alguns católicos realizavam festas e aproveitavam para comer bastante carne, pois sabiam que, a partir do dia seguinte, não poderiam degustá-la até o final do período de Quaresma.

Conforme a história do Carnaval, essa celebração pode estar relacionada a algumas festas de origem greco-romana dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos). Nos eventos, as pessoas costumavam embriagar-se, comer muito e entregar-se aos prazeres da carne.

 

Nos anos seguintes, as comemorações e as festas continuaram acontecendo com a mesma proposta de exageros. Então, a partir do século VIII, quando foi criada a Quaresma, a Igreja Católica decidiu que as festas de Carnaval seriam realizadas antes dessa data, justamente para que, nesses dias que a antecedem, pudessem ser cometidos os excessos.

Carnaval no Brasil

O Carnaval do Brasil é a maior festa popular do país, fazendo parte da sua identidade nacional. Também é o Carnaval mais famoso do mundo, chegando a atrair milhares de turistas de vários países.

Escolas de samba, clubes, locais de eventos, hotéis, entre outros lugares, costumam trabalhar durante grande parte do ano para organizarem as festas de Carnaval. Isso significa que as comemorações tornaram-se fontes de negócio e lucro.

Arraigado à cultura brasileira, o Carnaval mexe com as pessoas, que se preparam fisicamente para aguentar a maratona de festas. Parte da população investe em roupas, acessórios, fantasias etc. Há algumas pessoas que, inclusive, apresentam-se sem roupa alguma, apenas com tapa-sexos e maquiagens com muito glitter.

Estudos sinalizam que o Carnaval chegou ao Brasil, no Período Colonial, pelo Rio de Janeiro, com o entrudo — uma festa de origem portuguesa na qual os escravos saíam às ruas com rostos pintados, jogando farinha e bolinhas de água de cheiro nas pessoas.

Em meados do século XIX, no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, enquanto o entrudo era reprimido nas ruas, bailes eram realizados para a elite. Depois, foi criada a primeira sociedade, o Congresso das Sumidades Carnavalescas, que passou a desfilar nas ruas da cidade.

As manifestações de Carnaval de rua surgiram no século XIX, buscando adaptarem-se às tentativas de disciplinamento policial. Para isso, foram criados os cordões e ranchos — cortejos praticados principalmente pelas pessoas de origem rural.

No final do século XIX, foram criadas as marchinhas de Carnaval, cuja autoria mais conhecida foi a de Chiquinha Gonzaga, com sua música “O abre-alas”.

Entre as classes populares, as escolas de samba surgiram na década de 1920 no Rio de Janeiro. A primeira disputa entre escolas ocorreu em 1929.

A partir da década de 1960, o Carnaval carioca com o samba tornou-se uma importante atividade comercial. A prefeitura do Rio de Janeiro passou a colocar arquibancadas na avenida Rio Branco e a cobrar ingresso para ver o desfile.

Em 1984, Oscar Niemeyer, o maior arquiteto brasileiro, projetou a Passarela do Samba ou o Sambódromo.

Nordeste

O Carnaval na Região Nordeste do Brasil surgiu na Bahia, no final do século XIX, com o objetivo de relembrar as tradições culturais africanas. Nesse mesmo período, em Pernambuco, a dança frevo foi popularizada na capital Recife, e o maracatu, em Olinda.

O chamado “trio elétrico” começou a desfilar em 1950 nas ruas de Salvador. Era um caminhão em cuja caçamba havia instrumentos musicais e alto-falantes.

 

Bonecos gigantes de Olinda

 


Fonte: https://brasilescola.uol.com.br





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